quarta-feira, 6 de agosto de 2014

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Como disse Heráclito, quando entramos em um rio pela segunda vez, nem ele, nem nós somos os mesmos. Tudo é passageiro, mutável. Posso discordar amanhã, o que escrevo hoje. Quando penso nas difilcudades, parece que uma "força" envia uma nova ideia para que você possa entender o presente. Yin-yang, todo bem, tem um pouco de mal. E vice-versa. Não adianta se preocupar tanto com as intempéries do presente, e nem achar que a alegria é eterna. Tudo é passageiro, cíclico.

Escrita

Posso escrever. Você, a depender do grau de afinidade, se interessará pelo texto. Mas se ler, uma coisa é inegável, terá um sentimento de aceitação ou de repulsa. Essa, pra mim, é a magia de escrever. Imagine você, em sua casa, mudar o estado de espírito de outra pessoa, que pode estar do outro lado do planeta. Somos, a todo momento, com essa velocidade da informação, modificados e complementariados pelos outros. A palavra é uma arma.

Percepção

A questão não é o não "ter". Existem as necessidades básicas.
Mas sim, a percepção correta sobre o "meio" e o "fim" pretendido.
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"EU SOU..."
Em relação a sete bilhões de pessoas e ao tempo de existência do planeta, nada...

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

O sonho

Acordado pelos choro dos filhos, Diógenes, vestido apenas com um pedaço de couro de animal cobrindo a parte de baixo, uma barba extensa e uma lança ao lado de seu corpo, percebe o sorriso triste e sem jeito de sua parceira, Maya, ao olhar para as crianças com fome. Estavam no meio do mato, e havia mais de uma semana que não encontravam comida, o medo de perecer, ali, no meio do nada era iminente. Decidiu ir em busca, mais uma vez, do alimento. Andando entre as trilhas, que já conhecia há bastante tempo, por riachos e becos entre os paredões, percebeu um mamífero, pensou que talvez abatendo aquela criatura teria suprimento por mais alguns dias. Algo desviou sua atenção, escutou um barulho, um leve, mais perceptível movimento fez com que algumas folhas sem movessem em meio ao matagal, não demora muito até perceber que era outro caçador. Não o conhecia, também não tinha nem ideia de que aquele outro passava pelas mesmas condições que ele. O que fazer depois de abater o mamífero?

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Tudo ficou escuro, e sentiu uma forte dor de cabeça causada pelo barulho ensurdecedor do despertador. Era 7h, sabia que estava atrasado, e muito! Deveria ter acordado mais cedo, arrependeu-se de ter ficado estudando coisas do trabalho até tarde da noite. Tomou café, às pressas, tentando conseguir chegar, pelo menos, antes do chefe. Havia uma vaga para supervisor, muitos estavam concorrendo, não podia perder, depois de tantos anos à espera. Lembrou-se do sonho, um suspiro – Ufa! Que bom que só foi um sonho!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

O arado


         E José..quando, de repente, arando o roçado, sob o sol escaldante, percebe que, no movimento de seu instrumento, tira a vida de uma pequena lagarta... Olhando para ela, aquela criatura singela e frágil, lembra, também, de quão efêmera é a sua existência. Sabe que, a qualquer momento, por um toque do destino, poderá não mais partilhar seus afetos com os que dividem seus anseios e alegrias. Pensa na esposa, Laelia, e nos seus seis filhos. Começa a se perguntar se escolheu estar ali, naquele momento, executando aquele trabalho, ou se a vida o teria empurrado sem que houvesse escolha. Em meio a reflexão, resolve repousar um pouco. Bem próximo, por trás do cercado, havia um umbuzeiro, encosta a ferramenta bem próximo, e senta, apoiando as costas no caule. Esfrega o suor de seu rosto, e ,agora, com olhar no horizonte, começa a refletir se teria sido uma boa pessoa, um bom pai, um bom esposo... lembra de seu jeitão de “bicho do mato” ao tratar suas crias. Amava-os, e era recíproco, as crianças eram pequenas, mas entendiam que o pai não tinha culpa, a vida havia ensinado a ser daquele modo, foi lapidado. Tinha muita fé em Deus, era devoto de São Sebastião, santo guerreiro. Imaginou o pós-vida, será que iria para o inferno, purgatório, céu... e o julgamento? Lembrou das coisas erradas que cometeu durante sua jornada. Algo atrapalhou sua imaginação, escutou um grunhido, virou a cabeça energicamente, avistou no poleiro, que se encontrava ao lado de sua pequena casa de barro, um gato maracajá que saciava sua fome destroçando uma galinha. No entanto, José não esbouçou nenhuma reação, apenas ficou inerte observando a natureza. Refletiu que, talvez, como aquele felino, tenha seu lado instintivo, e que, quem sabe, em relação à sobrevivência do mais forte, a vida tenha exigido uma atitude feroz de sua parte. Esperou que Deus o perdoasse... levantou, bateu as calças sacudindo a poeira, pegou o instrumento. Voltou a trabalhar.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Amizade

      Só existe amizade quando o sentimento é recíproco. Somos amigos por que, levando em consideração a subjetividade da palavra, sabemos os defeitos do outro, e compreendemos que o desenvolvimento é construído, também, por meio de antíteses. Sabemos que o que mais importa são as semelhanças, os interesses afins! Quando o sentimento não existe, ou ,simplesmente, se esvaiu de um dos lados, a balança não aguenta. Então, o que podemos fazer é, ainda que exista admiração e tristeza, aceitar a escolha e seguir em frente, sem deixar de torcer para que o outro encontre o que tanto procura... Paz, poder, felicidade...

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O que disse?

Bem, a ideia é a proposta no título, mas não só "antigo", digamos, atemporal. Passado, presente, e, talvez, futuro... Discutir sobre literatura, fotografia, política, entre outros assuntos intrigantes, e, também, nem, outros, tanto. Na verdade, o importante é falar, ou melhor, escrever, podendo, as vezes, elogiar, e por que não, criticar? Por fim, falar sobre tudo...

Também, sobre nada.